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Dicas de Como escolher a melhor Caixa Acústica
O primeiro passo para evitar esse perigo é entender, nem que
seja em termos bem genéricos, a verdadeira função da caixa acústica e o seu
funcionamento. Com isso, é possível combinar as caixas com a sala e o sistema
eletrônico. 1 – O
TAMANHO IDEAL É O QUE CABE NA SUA SALA Você deve decidir basicamente entre três tipos de caixa
acústica: as do tipo torre (maiores), as bookshelf (médias) e as satélite
(compactas). As torre, também chamadas “de piso” (ou floor-standing), são
indicadas somente para salas grandes, pois precisam de bom espaço em volta e
não devem ficar espremidas entre móveis e objetos de decoração. Se sua sala tem
menos de 20m2, esqueça essas caixas. As bookshelf têm esse nome exatamente
porque são desenhadas para uso em prateleiras, estantes ou pedestais. Seu
tamanho varia entre 30cm e 60cm e o desempenho, em muitos casos, chega perto
das torre. E são geralmente mais baratas que estas. Já as caixas compactas,
embora sejam uma ótima solução visual, apresentam um problema: não conseguem
reproduzir fielmente os graves, pois estes exigem gabinetes maiores. Pode-se
amenizar isso usando um bom subwoofer (que também ocupa espaço), mas nem sempre
é suficiente. Um quarto tipo de caixa que pode ser adotado são as chamadas
in-wall (de parede) ou as in-ceiling (de teto). O que as diferencia das caixas
convencionais é que podem ser embutidas abrindo-se um buraco na parede ou teto
e passando os cabos por canaletas também embutidas. Essas caixas podem ser
pintadas na cor da parede e, assim, virtualmente “desaparecem” na decoração da
sala. Há até modelos de caixas motorizadas, que ficam embutidas mas podem ser
acionadas via controle remoto e então “saem” do teto. Por causa da falta de
espaço na maioria das casas e apartamentos, esses tipos de caixas passaram a
ser muito procurados e foram sendo aperfeiçoados pelos fabricantes. Ainda não
podem se comparar, tecnicamente, às boas caixas bookshelf e torre, mas são sem
dúvida uma ótima solução, dependendo da sala.
3 – CAIXA
ACÚSTICA NÃO “TEM” POTÊNCIA É ilusão procurar numa loja caixas acústicas de alta
potência, se o seu equipamento (receiver ou amplificador) não é do mesmo porte.
Uma caixa, por melhor que seja, não tem potência própria; trata-se de um
aparelho passivo, que depende da potência que lhe é fornecida. O importante é
observar se a potência especificada da caixa não foge muito daquela liberada
pelo receiver. Não se recomenda que haja muita discrepância porque isso pode
forçar demais um dos dois aparelhos (em alguns casos, chegando a queimá-lo).
Exemplo: se seu receiver libera 80W em cada canal, procure um conjunto de
caixas que trabalhe na faixa entre 60W e 100W. A propósito de potência, leia
também a reportagem sobre receivers nesta edição. 4 – NÃO
CAIA NA TENTAÇÃO DO MAIS BARATO Talvez mais do que qualquer outro componente do home
theater, caixas acústicas são um item em que tentar economizar pode ser um
péssimo negócio. Claro, o preço deve ser levado em conta, mas nem de longe deve
ser o fator decisivo na escolha. Caixas ruins irão produzir som ruim, mesmo com
receiver ou amplificador bons. E o contrário também não funciona. A caixa
acústica é como um espelho do sistema eletrônico que a alimenta: deixa
transparentes todas as suas deficiências. Só para se ter uma idéia, nos
sistemas high-end costuma-se investir nas caixas algo em torno de duas a três
vezes o custo do conjunto amplificador+processador. Essa não é uma regra
rígida, mas use-a como parâmetro na hora da escolha. 5 – QUEM
GOSTA DE VOLUME ALTO PRECISA DE ESPAÇO Não adianta se enganar: se você é daqueles que fazem questão
de ouvir música (ou ver filmes) em altos volumes, você precisa de uma sala
grande. E de caixas também de grande porte. Um conjunto de caixas compactas
pode até funcionar bem numa sala pequena e apertada, mas em baixo volume.
Passando para um ambiente maior, ficarão claras as suas deficiências,
principalmente naquelas passagens dos filmes em que se misturam sons altos e
baixos, quando a chamada faixa dinâmica do equipamento é mais exigida. Isso
acontece muito nos cinemas, mas dificilmente você irá encontrar um cinema com
caixas pequenas e baixa potência. 6 – CERTOS
DETALHES, SÓ MESMO AS BOAS CAIXAS OFERECEM A lista de benefícios contidos num bom conjunto de caixas
acústicas é grande. Mesmo que você não tenha ouvidos treinados, fatalmente
perceberá a diferença ao compará-las com caixas de padrão inferior. Considere:
som mais agradável, tanto nos graves quanto nos médios e agudos, com perfeito
equilíbrio entre eles; clareza na reprodução dos instrumentos musicais;
inteligibilidade nos diálogos dos filmes e na música cantada; capacidade de
variar o volume da reprodução sem esforço, ou seja, sem distorções; baixa
fadiga auditiva, o que significa que você pode ficar ouvindo durante horas sem
cansar os ouvidos; graves profundos e precisos, não abafados; perfeita
localização dos sons musicais na área frontal da sala; bom nível de difusão dos
sons nos canais traseiros, particularmente em filmes; impacto sonoro uniforme
ao passar de sons muito baixos para muito altos. 7 –
VERIFIQUE AS ESPECIFICAÇÕES. Em qualquer aparelho eletrônico, as especificações técnicas
fornecidas pelo fabricante são importantes. Elas podem dar uma boa idéia da
construção e do projeto, especialmente em caixas acústicas. Mas, mesmo que os
números impressionem, convém não lhes dar excessivo peso, pois não é isso o que
mais interessa no desempenho de uma caixa. A especificação mais analisada
geralmente é a resposta de freqüências, que indica a faixa de áudio que a caixa
é capaz de reproduzir. Só que o fabricante deve especificar também o grau de
distorção apresentado. Exemplo: 45Hz-22kHz, +/-3dB. A leitura correta é de que
o volume emitido pela caixa caiu 3dB ao atingir as freqüências de 45Hz e de
22.000Hz; e que entre esses dois extremos a resposta não variou mais do que
3dB. O que é uma boa medição, sem dúvida. O ideal é o fabricante informar qual
foi exatamente a variação dentro daquela faixa (digamos, +/-1dB a 19kHz). Para
o consumidor, o importante é saber em que a faixa a reprodução se manteve
uniforme (flat), significando que todas as freqüências são reproduzidas da
mesma forma, sem enfatizar esta ou aquela.
8 –
RESPEITE A IMPEDÂNCIA E A SENSIBILIDADE Outra especificação que precisa ser checada é a impedância
de entrada da caixa acústica, que por sua vez deve combinar com a impedância de
saída do receiver ou do amplificador. Esta pode ser de 8, 6, ou 4 ohms (para
aparelhos usados em home theater). A impedância é a resistência do alto-falante
à passagem da corrente elétrica vinda do amplificador. Quanto menor a
impedância, mais corrente será transmitida à caixa. Um falante de 4 ohms exige
o dobro da corrente que um de 8 ohms; se o amplificador puder fornecer isso,
tudo bem. Mas certos receivers não conseguem trabalhar em 4 ohms. Outro fator
que deve ser casado entre caixa e amplificador é a sensibilidade, medida em dB.
Indica quanto de som a caixa pode produzir a partir de um determinado sinal de
entrada. Sensibilidade alta significa que a caixa pode emitir altos volumes
mesmo com amplificador de baixa potência. Caixas de home theater em geral
possuem sensibilidade variando entre 87 e 93dB, mas é bom lembrar que a cada
3dB a mais a potência requerida cai pela metade. Fazendo as contas: se uma
caixa de 87dB exige 100W para produzir determinado volume, outra de 93dB
exigirá apenas 25W. 9 – NUNCA
COMPRE UMA CAIXA SEM OUVI-LA Acima de qualquer especificação, o fator mais importante na
escolha de uma caixa acústica é a sua audição. Comprar uma caixa sem ouvi-la é
mais ou menos como escolher uma foto sem vê-la. Não há como substituir uma boa
comparação entre caixas, deixando que os ouvidos julguem, ainda que não sejam
ouvidos de especialista. Hoje, existem dezenas de boas lojas com salas
apropriadas para esse tipo de comparação. Procure visitá-las, conversar com o
vendedor (nas lojas especializadas, eles são mais bem preparados para isso) e
analisar diversos conjuntos. Peça apenas para tomar o cuidado de manter sempre
o mesmo sistema de amplificação e a mesma fonte sonora (CD ou DVD player), de
preferência repetindo também os trechos de músicas e filmes. Ao final,
certamente um dos conjuntos irá agradar mais aos seus ouvidos.
Veja a Lista Completa de Música e Instrumentos
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